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quinta-feira, 13 de abril de 2017

ANAC continua adiando a regulamentação para uso de drones


Aconteceu no último dia 4 a reunião entre empresários do setor de drones e a diretoria da ANAC, na qual foi debatida a regulamentação do uso dos “quadricópteros” para fins comerciais. A agência, mais uma vez, prorrogou a aprovação de regras.
Essa discussão está em andamento desde 2014, e sem saber ao certo o que seguir, as empresas que desejam utilizar esse tipo de tecnologia acabam empurrando para frente seus planos.
De acordo com Emerson Granemann, um dos idealizadores da DroneShow Latin America, uma feira do setor de drones, “a demora na regulamentação prejudica também os usuários que buscam mais produtividade, rapidez e segurança em seus projetos".
Segundo a proposta da nova lei que vem sendo discutida, no caso do uso profissional, a operação seria classificada de acordo com classes de pesos, ou seja, quanto mais pesado o equipamento, maiores as exigências para operá-lo.

Exemplos de usos profissionais

A tecnologia tem muitas aplicações com uso empresarial, como na inspeção de torres e linhas de transmissão, na qual os dados visuais e digitais coletados pelos drones substituem os helicópteros e proporcionam mais segurança às equipes de campo.
Para o resgate de pessoas, os drones permitem uma rápida localização da vítima em terra ou no mar, o que garante mais precisão para o salvamento.


Na agricultura, área de grande exploração no país, as aplicações são desde identificação digital das cabeças de gado dos grandes rebanhos, detecção de pragas, pulverização, até geração de modelos digitais do terreno para planejamento da colheita e do plantio.
Apesar de, em outros países do mundo, já haver leis específicas para o uso do equipamento, por aqui ainda existe a dificuldade de levar o projeto para frente.
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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

DJI vai lançar Phantom 4 Pro e mais novidades em evento em São Paulo

A DJI aabricante chinesa de drones DJI anunciou recentemente que vai trazer uma série de novidades para a Feira de Tecnologia e Inovação (FITIC), entre as quais está o novíssimo Phantom 4 Pro. A convite da Drone Store, revenda e única assistência técnica autorizada da marca no Brasil, visitamos sua loja em São Paulo para conferir a máquina de perto e falar um pouco sobre os outros aparelhos que aparecerão no evento.




O Phantom 4 Pro traz melhorias consideráveis em relação ao seu antecessor, o Phantom 4. A câmera, capaz de registrar filmes em 4K e 60 fps, foi aprimorada para ter 20 MP, contar com um sensor CMOS, ter maior latitude de exposição, permitir ajuste de abertura das lentes, e capturar até 14 fotos por segundo. Além disso, o drone agora vem com sensores de obstáculos posicionados em todos os seus lados, e não mais apenas na frente, e uma nova bateria capaz de suportar até 30 minutos de voo.

Convidadas de casamento são feridas por drone e festa acaba em processo

Não há como negar que uma das capacidades mais legais dos drones é permitir que você faça fotos em ângulos e alturas simplesmente impossíveis para a maioria dos humanos. Logo, ninguém deve se surpreender ao saber que esses autômatos se tornaram extremamente comuns em casamentos, para dar uma ajudinha nas filmagens do evento.

O único problema, é claro, é que nem sempre as coisas acabam bem. Caso em voga: a festa de casamento feita por Barry Billcliff e sua esposa. Ao tentarem usar o drone do noivo para gravar o evento, o dispositivo teria perdido o controle e colidido com duas pessoas, atingindo-as diretamente em seus rostos.
Kelly Eaton, a primeira das vítimas, quebrou seu nariz e seu osso orbital, além de sofrer uma concussão; já a outra, chamada Kneena Ellis, levou 20 pontos após sua testa ter sido cortada pelo veículo. Ambas agora estão processando o Searles Castle Event Management, local onde ocorreu o evento, por negligência.

Não pilote drones em festas

Como se a história não estivesse complicada o suficiente, parece que os noivos nem mesmo haviam recebido permissão para usar o drone na área do evento. “O Sr. Billcliff foi avisado pelo Castelo Searles em Windham, com absoluta certeza, de que ele não tinha permissão para voar um drone em nosso Castelo devido a nossa familiarização com as leis e zonas ao redor de nossa propriedade”, contou Scott Robb, vice-presidente da Searles Castle Event Management.
Infelizmente, isso não teria impedido Billcliff de colocar seu drone em operação, parando apenas depois de pedirem que ele desligasse o robô. Mesmo assim, o noivo teria colocado o objeto para voar novamente logo depois. Quando a gerência do evento foi resolver a questão mais uma vez, o acidente já havia ocorrido.
"O Sr. Billcliff foi avisado, com absoluta certeza, de que ele não tinha permissão para voar um drone em nosso Castelo"
Nas palavras de Robb, a situação não poderia ser uma receita melhor para o desastre: “Bom senso diz que nada de bom poderia sair de voar um drone dentro de nossa cara tenda que está drapeada de caros tecidos e tem candelabros pendurados”, afirmou ele. Robb ainda diz que a empresa não acredita ter qualquer responsabilidade legal pelo que ocorreu.
Em sua defesa, Barry afirma não ter pilotado o drone durante o evento. Segundo o que contou ao site Boston Herald, quem controlava o dispositivo no momento era um amigo em comum do noivo e da noiva. Seria então um caso de pilotagem embriagada? Não há evidências disso, pelo visto – o piloto apenas teria perdido o controle do veículo enquanto aprendia a usá-lo.
No fim das contas, além de todos os problemas causados no evento (que incluíram uma noiva furiosa com o fato de seu marido ter “arruinado o casamento”), o incidente também fez com que a lua de mel planejada por eles em Dubai não aconteça tão cedo.
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segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Drone Shift chega com controle que usa somente uma das mãos e polegar

O Shift é um drone que tem chamado atenção no Kickstarter. Um dos motivos para isso está no controle, que pode ser manuseado com apenas uma mão e o polegar. O design do aparelho lembra o de um joystick manche, comum em consoles clássicos, o que promete tornar a experiência de uso mais intuitiva e próxima do manuseio de um videogame.

Há diferentes variações do modelo à venda. O pacote mais completo engloba o drone com câmera 4K e controle com anel wireless, pelo preço de US$ 790 (R$ 2.510, no câmbio atual, sem impostos) e entrega a partir de maio de 2017. Já o combo mais barato, que custa US$ 89 (R$ 280) tem envio em março, acompanhado de minidrone sem câmera e controle com anel conectado fisicamente. Nos dois casos, o frete para o Brasil tem valor de US$ 24 (R$ 76).


Versão 2 do controle do drone Shift (Foto: Divulgação/this is engineering)

O controle é operado de forma idêntica, tanto na versão com anel sem fio quanto no modelo com anel embutido. Com isso, basta ao usuário segurar a peça, enfiar o polegar no anel e mover o dedo na direção que desejar para o drone: direita, esquerda, frente, atrás e girar. O gadget tem entrada micro USB, indicador de bateria e status do drone com som e vibração.


Drone Shift pode ser controlado com apenas uma mão (Foto: Divulgação/this is engineering)


Uma característica interessante do controlador é que ele pode ser usado em drones de outras fabricantes, como WLtoys, Cheerson, Eachine, Syma, JJRC e JiaYuan. A mágica ocorre graças ao aplicativo de celular, disponível para Android e iOS, pelo qual é possível selecionar o modelo compatível para operá-lo. Assim, quem tem um aparelho antigo poderá manuseá-lo também com apenas uma mão. O app permite ainda calibrar o controle, ver a gravação em tempo real, conferir potência do sinal e localização do drone e checar bateria.
Por falar na bateria, o componente tem capacidade de 5.000 mAh, fazendo com que o drone 1,2 Kg consiga voar durante 30 minutos. Ele atinge a velocidade de 80 Km/h e pode se distanciar do controle até 150 m. Além de gravar vídeos em 4K (30 fps), a câmera pode tirar fotos de 13 MP e campo de visão de 94º. Já o minidrone tem bateria 300 mAh, com até 8 minutos de voo.
Drone Shift traz câmera 4K e pode voar até 30 minutos (Foto: Divulgação/this is engineering)

O aparelho tem uma extensão vendida nos pacotes mais caros, que traz suporte a smartphone e espaço para guardar o controlador. O dispositivo adiciona funcionalidades ao drone, contando com controlador avançado de câmera, que permite colocá-la em primeira pessoa (FPV); ativação e desativação do GPS; teclas programáveis; tecla de modo de voo automático; e controle do gimbal.

Icarus: conheça o gadget que ‘rouba’ o seu drone em questão de segundos

Embora os drones já sejam usados há um bom tempo para atividades comerciais e governamentais, só recentemente esses brinquedinhos ficaram mais baratos, compactos e ganharam ares de hobby. Com essa popularização do dispositivo, um número cada vez maior desses veículos começa a ganhar os céus da cidade, para o terror de controladores de voo e cidadãos mais preocupados com a sua privacidade. Como lidar com esse cenário? Bem, se depender de um grupo de pesquisadores, a resposta é: “tomando controle dos drones, claro!”.

Enquanto aeroportos pelo mundo têm treinado seus próprios VANTs (Veículos Aéreos Não Tripulados) ou até mesmo águias para interceptar visitantes não autorizados em suas imediações e norte-americanos menos amistosos têm metido pipoco nesses equipamentos voadores, alguns participantes de uma feira de segurança no Japão mostraram que contra-atacar os drones pode ser bem mais simples do que se imaginava. Ao que parece, brechas na frequência de transmissão entre o objeto e o controlador abrem caminho para hackers.

"Volta aqui! É meu!"
O projeto foi apresentado na última quarta-feira (26), na conferência PacSec, em Tóquio. Segundo seu criador, Jonathan Andersson, o Icarus ataca o protocolo de comunicação DSMx – usado em uma infinidade de produtos de modelismo operados por controle remoto – e lê facilmente o código de identificação utilizado para a conversa entre o drone e seu controle. De posse dessa informação, o invasor assume o papel do condutor original e pode pilotar livremente o veículo – inutilizando os comandos de seu dono original.
De acordo com Andersson, isso só é possível de ser feito porque o “segredo” entre ambas as partes do equipamento não é criptografado, dando boas oportunidades para que um usuário malicioso possa se aproveitar da falha. Claro que, no fim, isso é bem mais complexo, já que o profissional de segurança afirma que o ataque a esse tipo de vulnerabilidade envolve uma sincronia precisa entre as transmissões via rádio e o envio de um pacote de dados malicioso – que faz com que o dispositivo aceite um novo “mestre” e rejeite o antigo.


Solução ou mais problemas?
Especialistas no assunto disseram ao site Ars Technica que, no setor de defesa e segurança, esse tipo de atividade não é exatamente inédito, mas que essa é a primeira vez em que uma ferramenta como essas é apresentada de forma tão clara ao público e em um pacote tão completo e eficiente. Mesmo que o autor do projeto não esteja disposto a vender o seu brinquedinho a empresas, governos ou donas de casa querendo acabar com a diversão dos vizinhos, não deve demorar até que a técnica de captura se torne facilmente acessível.
É aí que pode estar o problema, já que, como um número exorbitante de drones pessoais disponíveis no mercado utiliza o protocolo DSMx, temos em mãos uma receita praticamente garantida para o desastre. Ok, é de se imaginar que esse recurso, nas mãos certas, pode salvar vidas ao evitar a colisão de um avião com os brinquedinhos voadores ou impedir que bisbilhoteiros e ladrões confiram tudo que há na sua casa durante um voo de reconhecimento. No entanto, o potencial para atividades não tão bacanas é igualmente evidente.
Não adianta nada ter um controle desses se o seu drone for capturado
Terroristas que consigam acesso a um gadget como esse, por exemplo, podem articular um ataque massivo ao controlar uma série de drones maiores ou que usem combustível – e não eletricidade – para voar. Também é possível que algum espertinho vá perto de alguma região em que os entusiastas dos VANTs frequentem para roubar os dispositivos um a um, não é? Seja como for, esse não é um assunto que será resolvido tão cedo, já que consertar essa falha de comunicação deve exigir uma atualização considerável de software e hardware.
Por enquanto, a Horizon Hobby, idealizadora e licenciante do DSMx, preferiu não se pronunciar sobre o assunto ou dizer se pretende fazer algo para consertar a falha que dá ao Icarus total controle do seu drone. E aí, quanto tempo teremos até que a “novidade” chegue ao Brasil, hein?
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sábado, 29 de outubro de 2016

São precisos muitos drones para trocar uma lâmpada [vídeo]


Vendo como os drones de hoje são capazes de voar livremente por aí, muitos devem achar que encarregá-los de uma tarefa simples como trocar uma lâmpada não deve ser tão difícil assim, certo? Errado. Como o vídeo logo acima mostra bem, fazer isso é uma verdadeira dor de cabeça.
Basicamente, a fórmula mostrada aqui é extremamente simples. Junte um veículo pequeno e incapaz de se mover com grande precisão a um sistema de voo que faz com que o drone caia ao menor impacto e adicione uma lâmpada comum, daquelas que quebram com enorme facilidade. O resultado? Muitas lâmpadas se quebram antes do primeiro sucesso nos testes.
No fim das contas, a brincadeira deu muito certo, e é hilário ver o drone chegar perto de conseguir para falhar no último instante. Mas depois de tantas dezenas de tentativas e lâmpadas quebradas... Bem, digamos que pode ser mais fácil fazer isso por você mesmo.



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terça-feira, 13 de setembro de 2016

Google inicia projeto de entrega de comida via drone. Burrito voador!

A rede de fast food Chipotle, especialista em comida mexicana, formou uma aliança com a Alphabet, empresa que encapsula nada menos que a Google, para desenvolver um sistema de entrega de seus famosos burritos navegando pelos ares usando drones. Tudo vai ser feito através da plataforma chamada Project Wing, que já vem sendo testada a algum tempo como meio de delivery de diversos itens usando os quadricópteros.

Utilizando dispositivos voadores já de acordo com as novas diretrizes da FAA – a administração federal de aviação dos Estados Unidos –, a Alphabet vai começar os testes de entrega partindo de um food truck da rede de restaurantes e realizando as entregas dentro do campus da Virginia Tech em Backsburg.

Controle autônomo

Tudo vai funcionar de maneira automática, utilizando dados de mapeamento da área da universidade, mas o serviço vai contar com um ser humano pronto para assumir o comando do dispositivo caso algo de errado aconteça. Imagine a satisfação de um universitário ao receber dos céus um divino burrito para matar sua fome.
Além de aprimorar a tecnologia e o conhecimento do Project Wing, os testes vão servir para ajudar a FAA a definir novas regras para o voo de baixa altitude feito pelos drones, algo necessário para regular esse tipo de serviço que pode se popularizar e pouco tempo caso tudo dê certo.
Juntamente com o Chipotle, a Alphabet também vai avaliar a satisfação do consumidor com o produto após a entrega para entender se o sistema realmente pode ser colocado em prática de maneira mais abrangente.
FONTE(S)
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