Um dos maiores problemas que as forças militares americanas (e provavelmente todas as outras) enfrentam são as ações em ambientes urbanos, onde as ruas estreitas e os prédios altos prejudicam a comunicação entre soldados e o comando, tanto verbal quanto visualmente. A solução para isso foi o uso de drones, dispositivos que já são há muito tempo usados com essa função. Porém, a DARPA – sigla em inglês para Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa – acredita que quanto mais melhor: um “enxame” de drones podem ser os olhos adicionais cruciais em uma ação militar. Porém, controlar uma grande quantidade desses quadricópteros é um desafio grande para a DARPA, que pretende dominar a função através de um novo programa que terá suas estratégias testadas por ninguém menos que jogadores de video game.
O “jogo” de teste dos drones da DARPA consiste em uma disputa competitiva na qual os usuários vão explorar métodos diferentes e comunicar suas táticas e seus desempenhos para a agência. Durante o processo, os gamers devem interagir e trocar táticas para um experimento mais profundo. Isso vai criar uma comunidade complexa de jogadores testadores para que seus comportamentos coletivos revelem o melhor modo de controlar os drones.
O responsável pelo OFFSET, Timothy Chung, afirmou: “Com as tecnologias e táticas que serão desenvolvidas pelo programa, podemos prever a obtenção de uma compreensão mais profunda sobre como grandes quantidades de robôs cada vez mais autônomos, tanto de ar quanto terrestres, podem ser melhoradas para beneficiar soldados em ambientes urbanos”.
A DJI aabricante chinesa de drones DJI anunciou recentemente que vai trazer uma série de novidades para a Feira de Tecnologia e Inovação (FITIC), entre as quais está o novíssimo Phantom 4 Pro. A convite da Drone Store, revenda e única assistência técnica autorizada da marca no Brasil, visitamos sua loja em São Paulo para conferir a máquina de perto e falar um pouco sobre os outros aparelhos que aparecerão no evento.
O Phantom 4 Pro traz melhorias consideráveis em relação ao seu antecessor, o Phantom 4. A câmera, capaz de registrar filmes em 4K e 60 fps, foi aprimorada para ter 20 MP, contar com um sensor CMOS, ter maior latitude de exposição, permitir ajuste de abertura das lentes, e capturar até 14 fotos por segundo. Além disso, o drone agora vem com sensores de obstáculos posicionados em todos os seus lados, e não mais apenas na frente, e uma nova bateria capaz de suportar até 30 minutos de voo.
Não há como negar que uma das capacidades mais legais dos drones é permitir que você faça fotos em ângulos e alturas simplesmente impossíveis para a maioria dos humanos. Logo, ninguém deve se surpreender ao saber que esses autômatos se tornaram extremamente comuns em casamentos, para dar uma ajudinha nas filmagens do evento.
O único problema, é claro, é que nem sempre as coisas acabam bem. Caso em voga: a festa de casamento feita por Barry Billcliff e sua esposa. Ao tentarem usar o drone do noivo para gravar o evento, o dispositivo teria perdido o controle e colidido com duas pessoas, atingindo-as diretamente em seus rostos.
Kelly Eaton, a primeira das vítimas, quebrou seu nariz e seu osso orbital, além de sofrer uma concussão; já a outra, chamada Kneena Ellis, levou 20 pontos após sua testa ter sido cortada pelo veículo. Ambas agora estão processando o Searles Castle Event Management, local onde ocorreu o evento, por negligência.
Não pilote drones em festas
Como se a história não estivesse complicada o suficiente, parece que os noivos nem mesmo haviam recebido permissão para usar o drone na área do evento. “O Sr. Billcliff foi avisado pelo Castelo Searles em Windham, com absoluta certeza, de que ele não tinha permissão para voar um drone em nosso Castelo devido a nossa familiarização com as leis e zonas ao redor de nossa propriedade”, contou Scott Robb, vice-presidente da Searles Castle Event Management.
Infelizmente, isso não teria impedido Billcliff de colocar seu drone em operação, parando apenas depois de pedirem que ele desligasse o robô. Mesmo assim, o noivo teria colocado o objeto para voar novamente logo depois. Quando a gerência do evento foi resolver a questão mais uma vez, o acidente já havia ocorrido.
"O Sr. Billcliff foi avisado, com absoluta certeza, de que ele não tinha permissão para voar um drone em nosso Castelo"
Nas palavras de Robb, a situação não poderia ser uma receita melhor para o desastre: “Bom senso diz que nada de bom poderia sair de voar um drone dentro de nossa cara tenda que está drapeada de caros tecidos e tem candelabros pendurados”, afirmou ele. Robb ainda diz que a empresa não acredita ter qualquer responsabilidade legal pelo que ocorreu.
Em sua defesa, Barry afirma não ter pilotado o drone durante o evento. Segundo o que contou ao site Boston Herald, quem controlava o dispositivo no momento era um amigo em comum do noivo e da noiva. Seria então um caso de pilotagem embriagada? Não há evidências disso, pelo visto – o piloto apenas teria perdido o controle do veículo enquanto aprendia a usá-lo.
No fim das contas, além de todos os problemas causados no evento (que incluíram uma noiva furiosa com o fato de seu marido ter “arruinado o casamento”), o incidente também fez com que a lua de mel planejada por eles em Dubai não aconteça tão cedo.
O Shift é um drone que tem chamado atenção no Kickstarter. Um dos motivos para isso está no controle, que pode ser manuseado com apenas uma mão e o polegar. O design do aparelho lembra o de um joystick manche, comum em consoles clássicos, o que promete tornar a experiência de uso mais intuitiva e próxima do manuseio de um videogame. Há diferentes variações do modelo à venda. O pacote mais completo engloba o drone com câmera 4K e controle com anel wireless, pelo preço de US$ 790 (R$ 2.510, no câmbio atual, sem impostos) e entrega a partir de maio de 2017. Já o combo mais barato, que custa US$ 89 (R$ 280) tem envio em março, acompanhado de minidrone sem câmera e controle com anel conectado fisicamente. Nos dois casos, o frete para o Brasil tem valor de US$ 24 (R$ 76).
Versão 2 do controle do drone Shift (Foto: Divulgação/this is engineering)
O controle é operado de forma idêntica, tanto na versão com anel sem fio quanto no modelo com anel embutido. Com isso, basta ao usuário segurar a peça, enfiar o polegar no anel e mover o dedo na direção que desejar para o drone: direita, esquerda, frente, atrás e girar. O gadget tem entrada micro USB, indicador de bateria e status do drone com som e vibração.
Drone Shift pode ser controlado com apenas uma mão (Foto: Divulgação/this is engineering)
Uma característica interessante do controlador é que ele pode ser usado em drones de outras fabricantes, como WLtoys, Cheerson, Eachine, Syma, JJRC e JiaYuan. A mágica ocorre graças ao aplicativo de celular, disponível para Android e iOS, pelo qual é possível selecionar o modelo compatível para operá-lo. Assim, quem tem um aparelho antigo poderá manuseá-lo também com apenas uma mão. O app permite ainda calibrar o controle, ver a gravação em tempo real, conferir potência do sinal e localização do drone e checar bateria.
Por falar na bateria, o componente tem capacidade de 5.000 mAh, fazendo com que o drone 1,2 Kg consiga voar durante 30 minutos. Ele atinge a velocidade de 80 Km/h e pode se distanciar do controle até 150 m. Além de gravar vídeos em 4K (30 fps), a câmera pode tirar fotos de 13 MP e campo de visão de 94º. Já o minidrone tem bateria 300 mAh, com até 8 minutos de voo.
Drone Shift traz câmera 4K e pode voar até 30 minutos (Foto: Divulgação/this is engineering)
O aparelho tem uma extensão vendida nos pacotes mais caros, que traz suporte a smartphone e espaço para guardar o controlador. O dispositivo adiciona funcionalidades ao drone, contando com controlador avançado de câmera, que permite colocá-la em primeira pessoa (FPV); ativação e desativação do GPS; teclas programáveis; tecla de modo de voo automático; e controle do gimbal.
Embora os drones já sejam usados há um bom tempo para atividades comerciais e governamentais, só recentemente esses brinquedinhos ficaram mais baratos, compactos e ganharam ares de hobby. Com essa popularização do dispositivo, um número cada vez maior desses veículos começa a ganhar os céus da cidade, para o terror de controladores de voo e cidadãos mais preocupados com a sua privacidade. Como lidar com esse cenário? Bem, se depender de um grupo de pesquisadores, a resposta é: “tomando controle dos drones, claro!”.
Enquanto aeroportos pelo mundo têm treinado seus próprios VANTs (Veículos Aéreos Não Tripulados) ou até mesmo águias para interceptar visitantes não autorizados em suas imediações e norte-americanos menos amistosos têm metido pipoco nesses equipamentos voadores, alguns participantes de uma feira de segurança no Japão mostraram que contra-atacar os drones pode ser bem mais simples do que se imaginava. Ao que parece, brechas na frequência de transmissão entre o objeto e o controlador abrem caminho para hackers.
"Volta aqui! É meu!"
O projeto foi apresentado na última quarta-feira (26), na conferência PacSec, em Tóquio. Segundo seu criador, Jonathan Andersson, o Icarus ataca o protocolo de comunicação DSMx – usado em uma infinidade de produtos de modelismo operados por controle remoto – e lê facilmente o código de identificação utilizado para a conversa entre o drone e seu controle. De posse dessa informação, o invasor assume o papel do condutor original e pode pilotar livremente o veículo – inutilizando os comandos de seu dono original.
De acordo com Andersson, isso só é possível de ser feito porque o “segredo” entre ambas as partes do equipamento não é criptografado, dando boas oportunidades para que um usuário malicioso possa se aproveitar da falha. Claro que, no fim, isso é bem mais complexo, já que o profissional de segurança afirma que o ataque a esse tipo de vulnerabilidade envolve uma sincronia precisa entre as transmissões via rádio e o envio de um pacote de dados malicioso – que faz com que o dispositivo aceite um novo “mestre” e rejeite o antigo.
Solução ou mais problemas?
Especialistas no assunto disseram ao site Ars Technica que, no setor de defesa e segurança, esse tipo de atividade não é exatamente inédito, mas que essa é a primeira vez em que uma ferramenta como essas é apresentada de forma tão clara ao público e em um pacote tão completo e eficiente. Mesmo que o autor do projeto não esteja disposto a vender o seu brinquedinho a empresas, governos ou donas de casa querendo acabar com a diversão dos vizinhos, não deve demorar até que a técnica de captura se torne facilmente acessível.
É aí que pode estar o problema, já que, como um número exorbitante de drones pessoais disponíveis no mercado utiliza o protocolo DSMx, temos em mãos uma receita praticamente garantida para o desastre. Ok, é de se imaginar que esse recurso, nas mãos certas, pode salvar vidas ao evitar a colisão de um avião com os brinquedinhos voadores ou impedir que bisbilhoteiros e ladrões confiram tudo que há na sua casa durante um voo de reconhecimento. No entanto, o potencial para atividades não tão bacanas é igualmente evidente.
Não adianta nada ter um controle desses se o seu drone for capturado
Terroristas que consigam acesso a um gadget como esse, por exemplo, podem articular um ataque massivo ao controlar uma série de drones maiores ou que usem combustível – e não eletricidade – para voar. Também é possível que algum espertinho vá perto de alguma região em que os entusiastas dos VANTs frequentem para roubar os dispositivos um a um, não é? Seja como for, esse não é um assunto que será resolvido tão cedo, já que consertar essa falha de comunicação deve exigir uma atualização considerável de software e hardware.
Por enquanto, a Horizon Hobby, idealizadora e licenciante do DSMx, preferiu não se pronunciar sobre o assunto ou dizer se pretende fazer algo para consertar a falha que dá ao Icarus total controle do seu drone. E aí, quanto tempo teremos até que a “novidade” chegue ao Brasil, hein?
Vendo como os drones de hoje são capazes de voar livremente por aí, muitos devem achar que encarregá-los de uma tarefa simples como trocar uma lâmpada não deve ser tão difícil assim, certo? Errado. Como o vídeo logo acima mostra bem, fazer isso é uma verdadeira dor de cabeça.
Basicamente, a fórmula mostrada aqui é extremamente simples. Junte um veículo pequeno e incapaz de se mover com grande precisão a um sistema de voo que faz com que o drone caia ao menor impacto e adicione uma lâmpada comum, daquelas que quebram com enorme facilidade. O resultado? Muitas lâmpadas se quebram antes do primeiro sucesso nos testes.
No fim das contas, a brincadeira deu muito certo, e é hilário ver o drone chegar perto de conseguir para falhar no último instante. Mas depois de tantas dezenas de tentativas e lâmpadas quebradas... Bem, digamos que pode ser mais fácil fazer isso por você mesmo.
Utilizados para fazer entregas de produtos, filmar casamentos, analisar terrenos, simular naves de Star Wars em miniatura e mais uma infinidade de operações – entre corridas aéreas e missões de guerra –, parece haver poucas coisas que os drones não conseguem fazer. Infelizmente, uma dessas coisas é se manter muito tempo no ar. Com o objetivo de resolver o problema de autonomia desses dispositivos, pesquisadores britânicos recorreram a uma tecnologia centenária para carregar esses veículos com eles ainda em voo.
Como os drones precisam ser leves para conseguir voar sem muito esforço, as baterias que acompanham o kit não podem ser muito pesadas, mas, ao mesmo tempo, têm oferecem uma boa alimentação para os motores. Essa combinação acaba com a chance de brincar com o seu quadcóptero por horas e mais horas e quebra totalmente o ritmo da aventura pelos céus. Para evitar que os VANTs tenham que pousar continuamente para serem recarregados, cientistas da Imperial College London trouxeram um projeto de Nikola Tesla para os dias de hoje.
Estações remotas de recarga e transmissão entre drones estão nos planos do projeto
A ideia é utilizar a técnica de acoplamento indutivo ressonante para fazer com que dois equipamentos possam trocar energia entre si sem a necessidade conexões físicas, bastando que ambos estejam ajustados para uma certa frequência. A ideia já foi demonstrada na prática pelo próprio Tesla – o engenheiro sérvio nascido no século 19, não a empresa de Elon Musk – com fios de cobre próximos e apontados um para o outro. De acordo com os estudiosos, esse tipo de transmissão elétrica deve resolver a atual limitação dos drones.
Tesla já manjava das coisas desde bem antes de você nascer
No comunicado compartilhado pelos pesquisadores, é dito que essa tecnologia pode ser incluída facilmente nos modelos atuais dos veículos controlados remotamente. Além disso, eles acreditam que a instalação de centrais de reabastecimento em regiões urbanas ou a adição de pequenos pontos de recarga na fiação elétrica das cidades, por exemplo, são ações que podem fazer a autonomia dos drones chegar a um novo patamar. O melhor de tudo? Essa tecnologia por ser adaptada para outros campos, como medicina e exploração espacial.
Não é só papo
Para provar que o projeto é sério, os integrantes do estudo comprar um drone comum, com 12 centímetros de diâmetro, e modificaram a parte elétrica do dispositivo para: a) remover completamente a sua bateria; e b) instalar um anel de cobre que serve como receptor de energia para o gadget. Como é possível conferir no vídeo abaixo, o experimento foi um sucesso, já que o equipamento se manteve no ar apenas com a transmissão vinda da base elétrica.
O próximo passo, depois de mais testes e validações, é buscar parceiros comerciais para a viabilização de uma empreitada como essa. E aí, curtiu a solução encontrada pelos cientistas ou acha que isso só joga o problema para debaixo do carpete?