Drones se popularizaram por oferecerem novas maneiras de fotografar e filmar, mas o VANT (Veículo Aéreo Não-Tripulado) 200FH, desenvolvido no Brasil, mostra que esse tipo de máquina pode servir para uma série de outras atividades. O modelo vem com tecnologia de ponta para rastreamento de locais e pessoas.
200FH é um drone avançado fabricado por empresa brasileira (Foto: Divulgação/FT Sistemas)
O 200FH é um drone voltado para uso militar ou agroindustrial, diferentemente da maioria dos modelos da DJI, por exemplo. Ele é ideal tanto para missões de defesa e segurança pública quanto para uso comercial no agronegócio, logística e infraestrutura. Equipado com hardware avançado, o drone brasileiro é voltado para tarefas de monitoramento em tempo real. Ele é alimentado por combustível aeronáutico (gasolina ou querosene), tem capacidade de carga de até 50kg e pode ser monitorado em uma distância de até 100KM. O FT-200 conta com sensores de imagem com estabilização eletrônica e óptica, além de infravermelho, para reconhecer de longe um alvo de interesse. A máquina pode ser usada para obter dados geoespaciais em fronteiras e centros urbanos.
Em situações de perigo, o drone aciona medidas que permitem funcionar e realizar um pouso seguro mesmo quando não há comunicação com o controle da operação. O helicóptero ainda pode, em situações de emergência (como uma tentativa de roubo da carga), monitorar e filmar toda a ação, possibilitando que o dono acione equipes de segurança e a polícia para efetuar o resgate.
De acordo com a FT Sistemas, sediada em São José dos Campos (SP), o projeto foi encomendado pelas Forças Armadas Brasileiras e durou 10 anos, com mais de R$ 9 milhões em investimento. Recentemente, a mesma empresa forneceu drones para as operações militares nos Jogos Olímpicos Rio 2016.
Abriga por ser o mais rápido não é reservada aos meios tradicionais: se depender da Drone Racing League, organização que promove competições de corrida entre drones, a disputa também vai ser entre os pequenos robôs voadores.
A arma escolhida pela DRL, relativamente insatisfeita em voar a 130 km/h com seu Racer3 – modelo utilizado pelos pilotos da categoria –, foi o RacerX, um drone capaz de atingir impressionantes 289 km/h.
A marca foi suficiente para que o dispositivo voador de altíssima velocidade fosse incluído no livro dos recordes como o drone mais rápido do mundo. Para o registro, no entanto, foi considerada a velocidade média entre duas passagens em um espaço de 100 metros: o resultado oficial foi 263,1 km/h.
O desempenho é possível graças a quatro motores TMotor F80 2407 de 2500 kv que fazem com que as pequenas hélices girem a impressionantes 46 mil rotações por minuto.
A marca foi suficiente para que o dispositivo voador de altíssima velocidade fosse incluído no livro dos recordes como o drone mais rápido do mundo. Para o registro, no entanto, foi considerada a velocidade média entre duas passagens em um espaço de 100 metros: o resultado oficial foi 263,1 km/h.
O desempenho é possível graças a quatro motores TMotor F80 2407 de 2500 kv que fazem com que as pequenas hélices girem a impressionantes 46 mil rotações por minuto.
Para as competições da DRL, no entanto, a velocidade média ainda deve continuar um pouco mais baixa – afinal de contas, já é suficientemente difícil enxergar os drones voando a metade da velocidade máxima do RacerX.
A DJI aabricante chinesa de drones DJI anunciou recentemente que vai trazer uma série de novidades para a Feira de Tecnologia e Inovação (FITIC), entre as quais está o novíssimo Phantom 4 Pro. A convite da Drone Store, revenda e única assistência técnica autorizada da marca no Brasil, visitamos sua loja em São Paulo para conferir a máquina de perto e falar um pouco sobre os outros aparelhos que aparecerão no evento.
O Phantom 4 Pro traz melhorias consideráveis em relação ao seu antecessor, o Phantom 4. A câmera, capaz de registrar filmes em 4K e 60 fps, foi aprimorada para ter 20 MP, contar com um sensor CMOS, ter maior latitude de exposição, permitir ajuste de abertura das lentes, e capturar até 14 fotos por segundo. Além disso, o drone agora vem com sensores de obstáculos posicionados em todos os seus lados, e não mais apenas na frente, e uma nova bateria capaz de suportar até 30 minutos de voo.
A chegada dos drones ao mercado consumidor pode ser recente, mas ela veio com a promessa de muitas mudanças para o futuro da tecnologia. Afinal, a ideia de um aparelho pequeno e relativamente acessível, capaz de voar e carregar objetos de todo o tipo, passou rapidamente a ser aplicada em todo tipo de área.
Nem todas elas, por sua vez, existem para tornar nossa vida melhor. Muitas forçam os limites do que é seguro; outras são bastante engraçadas; algumas, é claro, são simplesmente bizarras, e certos projetos vão apenas fazê-lo se perguntar: “por que se dar ao trabalho de fazer isso?”
1- Animais empalhados voadores
Não, isso não é uma montagem bizarra feita no Photoshop
Perder um bichinho de estimação nunca é uma boa experiência, ainda mais se estamos falando de um que foi membro de sua família por uma década inteira. Então por que não imortalizar as memórias dos bons momentos que você teve com seu animalzinho, empalhando-o e transformando-o em um animal-drone?
A ideia, por mais bizarra que pareça, tomou forma graças a Bart Jansen, que juntou seu finado gato Orville a um drone. O resultado, como você confere no vídeo abaixo, é o “Orvillecopter”, como ele mesmo gosta de chamar, capaz de voar por aí a altas velocidades e deixar muitos fãs de animais indignados em instantes.
Se você achou esse um projeto bizarro, saiba que esse aparentemente é só o começo para Jansen. Ele e seu amigo Arjen Beltman já vêm criando drones-animais há algum tempo, com projetos como uma avestruz voadora, feita em 2013, e um “vacacóptero”, que ainda está em construção.
2- Drone + lança-chamas = Caos
Afinal, o que poderia dar errado ao unir drones, fogo e uma floresta cheia de madeira para ser queimada?
Por mais que os drones sejam uma tecnologia recente a chegar aos consumidores, é importante lembrar que esses aparelhos já vinham sendo usados em operações militares há algum tempo. Logo, não deve ser surpresa para ninguém imaginar que alguém resolveu adicionar armas a um drone – no caso, transformando o equipamento em um lança-chamas voador.
Se a ideia em si já parece arriscada, basta observar o drone em ação para ver que ele é realmente perigoso. No vídeo, feito pelo entusiasta de drones Austin Haughwout, a máquina é mostrada botando fogo em um peru com facilidade, e seu jato é capaz de colocar em chamas mesmo objetos a vários metros de distância. O resultado é igualmente impressionante e assustador.
Achou a ideia absurda? Pois essa nem é a criação mais perigosa feita pelo inventor: anteriormente, ele já havia até mesmo adicionado uma pistola a um de seus drones e usou o equipamento para atirar em alguns alvos. É até difícil acreditar que algo assim não seja um crime.
3- Transporte pessoal
A grande pergunta que fica é: qual é a vantagem de ter um veículo desses no lugar de um helicóptero comum?
Desde que os drones em miniatura surgiram, uma coisa se tornou quase certa: alguém iria querer transformar esses aparelhos em veículos de verdade. E é exatamente isso o que vem acontecendo aos montes por aí.
Exemplos de casos como esses não faltam. Temos desde casos como o Volocopter, que mais lembra um helicóptero que abandonou uma hélice gigante por dezenas de mini-hélices, até motos voadoras que parecem saídas de um filme de ficção científica. E também temos algumas mais simples, como o de uma cadeira rodeada por hélices.
Se você acha que isso é uma febre passageira, aliás, é melhor pensar de novo. Uma vez que temos até mesmo empresas se preparando para oferecer serviços de voo nesses drones gigantes, é provável que essa se torne uma opção aos passeios de helicóptero do futuro.
4- Entregas
Quem diria que pizzas seriam os objetos menos estranhos a serem entregues por um drone...
De todos os itens da lista, esse é o uso mais comum dado para esses veículos. Mas enquanto muitos estão pensando em algo no estilo do serviço de entregas da Amazon, o fato é que as pessoas resolveram usar esses aparelhos para enviar itens um pouco... Diferentes, digamos assim.
Novamente, exemplos não faltam. Temos desde casos mais simples, como de pizzarias, confeitarias e floriculturas que trocaram seus entregadores por quadricópteros, até drones que levam sua roupa recém-saída da lavanderia para casa ou que servem de garçons para servir champagne nas festas. Obviamente, esses veículos já foram utilizados em atividades ilegais, fazendo entregas até mesmo dentro de presídios.
5- “Trapaceando” em Pokémon GO
Sem vontade de andar por aí caçando monstrinhos de Pokémon GO, mas também não quer colocar sua conta em risco usando ferramentas para mentir o posicionamento de seu celular? Não se preocupe, pois alguém já achou uma solução bastante simples para esse dilema: basta juntar seu smartphone a um aparelho como o PokéDrone, que ajuda você a caçar pokémons a distância.
A ideia por trás desse aparelho é extremamente simples. Primeiro, você conecta seu smartphone a um controle especial; depois, é só lançar o minidrone que vem guardado no acessório. O veículo, por sua vez, se conecta à câmera e ao GPS de seu celular, fazendo com que a posição do drone se torne efetivamente a sua. O resto não é segredo: é só achar os pokémons e capturá-los como faria no jogo normalmente.
Antes que você se anime demais com a ideia, é bom avisar que o PokéDrone é apenas um conceito feito pela TRNDLabs, e não há qualquer previsão de disponibilizá-lo oficialmente no mercado. Mas vamos torcer que isso aconteça – afinal, poder mandar um drone para explorar o cenário quando você já cansou de andar atrás de monstrinhos é uma ideia bem atraente.
6- Vai um protetor solar?
Quem é pai (ou mãe) sabe que levar os filhos para a praia é um desafio e tanto, principalmente na hora de passar filtro solar naquelas pestinhas mais apressadas em entrar na água de uma vez. Com isso, a Nívea criou um dos drones mais inusitados de todos os tempos: um drone-gaivota que “defeca” filtro solar.
A ideia, é claro, se trata apenas de mais uma jogada de marketing da empresa. Mas não deixa de ser engraçada (para não dizer “estranha”), graças ao bizarro vídeo em que essa invenção ridícula é apresentada.
7- Drone com motosserra
Se a ideia de adicionar um lança-chamas a um drone não foi suficiente para preocupá-lo, este item com certeza vai dar conta do recado. Basicamente, trata-se de uma criação de um grupo de finlandeses que combina um octacoptero a uma motosserra comum.
Não é preciso muito para perceber o potencial problemático desses aparelhos. Com o sugestivo nome de “Killer Drone”, o veículo é capaz de usar sua arma com considerável precisão, cortando facilmente desde madeira a pedaços sólidos de gelo (e possivelmente uma ou outra mão humana que acabar aparecendo no caminho).
Felizmente, não é hoje que você vai precisar se preocupar com o nosso futuro no caso de uma rebelião das máquinas: embora funcione, o Killer Drone ainda sofre bastante para se manter estável com o enorme peso da arma que ele carrega, indo ao chão com grande facilidade. Mas quem sabe em uma nova iteração ele se torne a arma de destruição que ele sempre devia ser...
8- Cabeleireiro voador
Está aí um exemplo perfeito de uma péssima ideia: juntar um drone com uma série de objetos cortantes, como tesouras e aparadores elétricos, para então usá-los na tarefa de cortar cabelos. Afinal, o que poderia dar errado ao colocar objetos extremamente afiados perto do ponto onde temos uma série de órgãos absurdamente sensíveis usando um aparelho totalmente impreciso?
Bem, basta ver o vídeo logo acima para saber o resultado.
Se você esperava que a história fosse acabar com uma cabeça decepada ou algo igualmente sangrento, saiba que o resultado foi bem mais decepcionante. Basicamente, os equipamentos usados ou eram incapazes de cortar cabelos apenas com seu peso ou eram tão pesados que um drone comum mal conseguia carregá-lo.
Mesmo assim, o simples fato de que há alguém fazendo isso já é suficiente para provar que, no futuro, os cabeleireiros de carne e osso podem dar lugar a robôs voadores. Só eu aposto que vai ter muita gente desistindo de cortar o cabelo quando isso acontecer?
9- Caça-drones
Uma vez que há tantas ideias cada vez malucas surgindo para drones, não deve ser surpresa para ninguém imaginar que existem pessoas pensando em maneiras de impedir que esses aparelhos entrem em áreas que não devem, por exemplo. A solução, por sua vez, surgiu com uma resposta simples: usar fogo contra fogo.
Assim nasceu a tecnologia chamada Robotic Falconry, que consiste em usar drones especialmente equipados para prender e abater outros drones. Seu conceito normalmente é bastante simples: pegue um desses veículos, equipe-o com um lançador de redes e coloque-o para caçar sua presa.
Como é possível ver no vídeo acima, o aparelho de fato se mostra incrivelmente eficiente – mesmo que dependa um bocado da mira de seu piloto. Dito isso, não se surpreenda se equipamentos como esse se mostrarem especialmente comuns nos próximos anos.
10- Corridas
Por último, mas não menos importante, vale notar uma das ideias mais incríveis trazidas pelos drones. Estamos falando, é claro, das corridas com esses veículos, que estão se tornando cada vez maiores e mais comuns.
Para quem nunca viu uma corrida de drones, é só pensar em uma corrida com carrinhos de controle remoto – com a diferença de que esses aparelhos conseguem se deslocar em três dimensões e as pistas são muito mais absurdas. Se você não conseguiu entender mesmo assim, basta ver o vídeo logo acima.
Ficou impressionado? Pois é. Como se ver drones voando a altas velocidades não fosse incrível o suficiente, esse esporte já está ficando realmente grande – ao ponto de, por exemplo, um torneio recente dar uma premiação de 900 mil reais ao vencedor. Ficou com vontade de comprar seu próprio aparelho e começar a praticar? Nós também.
Uma fabricante de drones e outros brinquedos controlados remotamente chamada “Propel” vai lançar na Europa uma série de drones no formado de veículos voadores presentes na franquia Star Wars. Inicialmente, haverá quatro drones diferentes para comparar: X-Wing, Tie Fighter, a moto voadorade O Retorno do Jedie, obviamente, a icônica Millenium Falcon.
Os brinquedos foram apresentados durante a Star Wars Celebration 2016 de Londres, que aconteceu há alguns dias, mas ainda não estão à venda. Já é possível reservar unidades caso você tenha algum endereço na Europa para fazer o envio, mas o lançamento comercial mesmo só acontece no fim do ano, sem uma data específica definida.
Batalha com lasers coloridos
Até lá, é possível que a fabricante comece a entregar esses drones em mais localidades. De qualquer forma, os preços vão de US$ 200 a US$ 300, ou entre R$ 650 e R$ 980 considerando a cotação de hoje.
Todos os brinquedos ainda contam com lasers coloridos para você simular batalhas em ambientes escuros e cheios de fumaça e podem acelerar de 0 a 50 km/h em apenas 3 segundos. A velocidade máxima, entretanto, é de 56 km/h.
O Facebook está investindo no drone Aquila, projetado para ampliar o acesso à Internet para populações que vivem em áreas de difícil acesso. A equipe do Connectivity Lab, da rede social, anunciou o primeiro voo na fase de testes, que teve um resultado bem-sucedido.
Facebook vai usar lasers e drones para distribuir Internet gratuita
O drone conseguiu se manter no ar por cerca de 96 minutos e um dos destaques do projeto é o funcionamento por energia solar. Vale lembrar que, atualmente, 60% da população mundial, cerca de 4 bilhões de pessoas, não tem acesso à rede de Internet.
Drone Aquila faz seu primeiro voz de testes em tamanho original (Foto: Divulgação/Facebook)
Projetado pela Conectivy Lab, do Facebook, o drone Aquila não é tripulado e promete oferecer Internet economicamente acessível, via wireless. A meta é atingir centenas de milhões de pessoas, em locais remotos da terra, que não têm banda larga móvel. Os testes futuros de voos do drone prometem ser ainda mais ambiciosos, com a ideia de fazer o Aquila alcançar uma altitude maior, entre 18,28 Km e 27,43 Km de altura.
O teste de voo, chamado de ”checks funcionais”, busca analisar a estrutura, desempenho da bateria, controles e até a aerodinâmica do projeto. Pela primeira vez o aparelho foi posto no ar em tamanho original e aguentou três vezes mais do que o tempo esperado por seus desenvolvedores.
Drone aguentou 96 minutos no ar em primeiro teste (Foto: Divulgação/Facebook)
O design do Aquila tem envergadura de um avião comercial, com visual fino e logas asas, curvadas na ponta, equipadas com hélices frontais. A tecnologia do drone para oferecer a comunicação será via laser e por sistema de ondas milimétricas.
Aquila tem envergadura de avião comercial (Foto: Divulgação/Facebook)
As equipes estão trabalhando para o aparelho aguentar até três meses funcionamento, mantendo a conectividade, em cada viagem. E isso quebra alguns recordes de voo com abastecimento solar, que, normalmente, dura apenas duas semanas.
O equipamento é projetado para ser econômico, consumindo cerca de 5 mil watts de energia. Ainda estão previstas diversas etapas de testes, que serão feitos no próximos meses e anos. Ainda não há previsão de quando o drone vai passar a funcionar de forma efetiva.
Impressionante: esse pode ser apenas um dos adjetivos que definem o primeiro produto da recém-fundada empresa Teal, que nasceu em caráter de startup nos EUA. Trata-se de um implacável drone capaz de atingir 137 km/h enquanto filma em 4K. É o mais rápido do mundo. E não é só isso: o robô voador gira, mergulha e faz outras manobras no ar enquanto dispara em alta velocidade e sem largar o smartphone que registra tudo em 4K. Confira o vídeo acima.
Drone mais rápido do mundo é também um dos mais caros
O empreendedor por trás do projeto, George Matus, tinha apenas 11 anos quando “pilotou” seu primeiro drone. Aos 16, o garoto competiu em uma corrida profissional desses dispositivos. Agora, aos 18, Matus decidiu adiar a entrada na faculdade graças a uma oferta do bilionário da tecnologia Peter Thiel, magnata conhecido na indústria. Com isso, a Teal foi fundada, e o drone “velocista”, conforme mencionado, é a primeira cria da companhia.
Beeeeeem caro!
Discreta, a startup começa a ofertar pré-vendas do drone a US$ 1.299 por unidade (ou R$ 4.480 na atual cotação do dólar). A promessa é lançar o produto antes do Natal deste ano.
A ambição da Teal quer “ir além” de apenas um drone que pode executar manobras aéreas enquanto voa. Diversos modelos por aí já fazem isso e entregam total estabilidade para a câmera, com revestimentos cada vez mais firmes no acabamento. No entanto, a empresa do jovem empreendedor traz um produto que carrega, consigo, uma NVIDIA TX1, que promete “aprendizado da máquina, voo autônomo e reconhecimento de imagem” – características que também não são raras e já podem ser encontradas em alguns modelos por aí.
“Basicamente, é um supercomputador dentro do seu drone. Você pode plugar esse negócio em um monitor e jogar games de PC se quiser”, explicou Matus, que torce para que a sua empresa se transforme numa plataforma cheia de apps de terceiros criados por desenvolvedores. A empresa já disponibiliza sua API e distribuirá a unidade em “hackatons” ao redor dos EUA (eventos voltados a desenvolvedores e criadores envolvidos com tecnologia).
Ah! Há mais um adendo: o drone velocista também tem resistência à água para ocasiões chuvosas. O que você achou dele? Opine na seção destinada aos comentários, logo abaixo.
Na última quarta-feira (13), foram anunciados os vencedores da edição 2016 do terceiro campeonato anual de fotografias registradas com drones. Ao todo, o concurso promovido pela rede social Dronestagram reuniu nada menos que 5,9 mil entradas, reunindo trabalhos de fotógrafos profissionais, mas também de amadores.
Os vencedores exploraram os temas Natureza/Vida Selvagem, Esportes e Viagens. São duas as características comuns às produções: o ângulo de visão superior, que seria impossível de obter sem a ajuda da tecnologia, e a alta qualidade técnica, que se mostra capaz de surpreender até mesmo quem não conhece muito do assunto.
Muitos dos vencedores de 2016 usam drones fabricados pela DJI para registrar suas imagens, de acordo com entrevistas conduzidas pela Dronestagram. Segundo Michael Bernholdt, que ganhou o primeiro lugar na categoria Natureza, foram necessárias várias horas explorando o Google Maps para definir o local de sua fotografia. “Para minha sorte, havia nevado naquele dia; então os pinheiros realmente se destacaram”, afirmou.
A DJI é uma empresa famosa por produzir drones de alta qualidade e muitos acessórios para os VANTs (veículos aéreos não tripulados). A novidade da vez é a Zenmuse Z3 Zoom Camera, um periférico para acoplar em alguns dos produtos da própria companhia.
A câmera aérea conta com zoom ótico de 3,5x integrado, garantindo belíssimas imagens que só drones conseguem tirar, mas sem perder a qualidade. Combinado com os 2x digital, temos uma aproximação de quase 7x, um número baixo se comparado com os 20x ou 30x de câmeras semi-profissionais, mas que consegue quebrar um galho.
O Zenmuse 3 montado com um drone
Focado na segurança
Porém, a DJI não pensa muito no lado do lazer, mas sim na segurança, já que a companhia divulga o dispositivo mais como algo que pode ajudar a proteger alguns locais, filmar situações de risco ou auxiliar na busca de pessoas desaparecidas. O produto pesa cerca de 262 gramas e conta com o sensor de 1/2,3 polegadas da Sony, o mesmo que vem integrado ao Inspire 1 e o Phantom 4, dois VANTs da própria empresa.
A câmera consegue armazenar vídeos em 4K em até 30 frames por segundo e fotografar imagens com qualidade de até 12 megapixels. A ideia é que o drone tenha uma máquina fotográfica boa o suficiente para evitar que o quadricóptero se aproxime demais do local.
O produto é compatível com os drones Inpire 1, Matrice 100 e Matrice 600, todos da própria DJI. Além disso, o Zenmue Z3 Zoom Camera aproveita os recursos da própria empresa, como o DJI Lightbridge 1 e 2, que são tecnologias capazes de transmitir vídeos em HD ao vivo em distâncias de até 5 quilômetros. Todos os comandos são realizados a partir de um app.
A câmera é vendida pelo preço de US$ 899 (R$ 2,9 mil sem impostos) e deve ser um aparelho muito distinto dos demais do mercado. Vale ressaltar que apesar de não ser o único do mundo a ter zoom, a DJI é uma das companhias mais importantes da indústria e provavelmente será um passo a mais na direção da padronização de máquinas fotográficas integradas em VANTs.
A Yuneec colocou em pré-venda o novo Typhoon H Pro, drone profissional com capacidade de gravar vídeos em 4K da marca. O grande destaque da nova versão do hexacóptero de fibra de carbono é o uso da tecnologia de câmeras RealSense da Intel, presentes em notebooks e em alguns celulares.
Hexacóptero da Yuneec é de fibra de carbono, pesa 1,8 kg e tem câmera 4K (Foto: Divulgação/Yuneec) O recurso é usado no drone para atuar como um sistema ativo de detecção de obstáculos para prevenir acidentes. O Typhoon H Pro da Yuneec deve ser colocado à venda no mercado norte-americano a US$ 1.899 (R$ 6.443, em conversão direta).
O sistema embarcado de detecção de obstáculos e prevenção de acidentes usado pela Yuneec chama atenção porque se distância daquilo que é oferecido nos concorrentes, que usam tecnologias baseadas em sensores de som.
No caso do novo Typhoon, a câmera RealSense da Intel é controlada por um processador Atom e tem a tarefa de ler o ambiente em torno do aparelho durante o voo, gerando um mapa tridimensional do lugar de operação muito mais complexo do que aquele possível com os sensores de som mais comuns em drones. Segundo a Yuneec, isso permite que o Typhoon H Pro tenha uma impressão mais precisa das distâncias e tamanhos dos obstáculos, permitindo voo mais seguro.
Câmera RealSense da Intel é o grande diferencial do novo drone (Foto: Divulgação/Yuneec)
Ainda sobre a tecnologia RealSense, a Yuneec adianta que pretende vender módulos com a câmera da Intel de forma avulsa, permitindo a instalação em outros modelos. Contudo, data de disponibilidade do acessório e nem preços foram revelados.
No Brasil, a versão normal do Typhoon H, que usa sistema de detecção de obstáculos via som, é vendida em lojas especializadas por preços que giram na casa dos R$ 9.500.
Quem trabalha com filmagens feitas com drones sabe que pilotar as câmeras voadoras por aí é um desafio por si só. Tudo fica particularmente mais desafiador em ambientes fechados, mas quando se trata de um cenário como uma igreja bizantina do século 19 – mais precisamente a Igreja de São Luis, em Paimbœuf, na região noroeste da França –, o resultado vale muito a pena.
A dupla Guillaume Juin e Joris Favraud pilotou um drone dentro da igreja de 137 anos, sob o risco de acertar o enorme dispositivo voador em inúmeros lugares. No entanto, munidos de uma determinação e visão ímpares, conseguiram captar belíssimas imagens e produzir um vídeo espetacular que retrata a beleza antiga do lugar.
O drone utilizado nas filmagens foi um Gryphon Redback X8 1200mm Aerial Platform com uma Ronin-M e armado com uma câmera Sony a7S II. Enquanto Guillaume pilotava, Joris controlava a câmera, já que a separação de atividades garante um trabalho bem mais eficiente e fornece a precisão e o foco necessários em uma atividade arriscada como essa.
O trabalho foi amplamente elogiado no mundo todo e recebeu o segundo lugar em um festival de drones na Polônia, além de ter sido escolhido para ser exibido em outros cinco festivais ao redor do mundo.
Autoridades americanasanunciaram nesta terça-feira novas regras para o uso comercial dedronesno país, mas as empresas, como aAmazon, ainda não estão autorizadas a enviar mercadorias para seus clientes com esses aparelhos.
Os drones de menos de 25 quilos poderão voar a uma altitude menor que 122 metros e a uma velocidade máxima de 161 km/h, segundo a Administração Federal de Aviação (FAA).
Os voos deverão ser realizados sob a luz do dia e, embora excluam as entregas automatizadas que estão sendo desenvolvidas por empresas como a Amazon, as novas regras farão com que o uso de drones seja cada vez mais comum.
Encarregados da FAA informaram que estão discutindo com o setor privado sobre a criação de regras específicas para as entregas com drones, mas não revelaram nenhum prazo.
Segundo a nova regulamentação, não é mais necessário possuir uma licença de piloto para teledirigir um drone. Agora, basta ter mais de 16 anos, fazer um teste e receber uma autorização da FAA.
"Queremos encontrar um bom equilíbrio entre inovação e segurança", disse o ministro americano do Transporte, Anthony Foxx, em uma conferência telefônica.
Os drones civis, pequenos aviões sem piloto e conduzidos por controle remoto, são usados principalmente para registrar imagens desde cima e como brinquedos.
Em 2013, a gigante americana de vendas on-line Amazon se referiu pela primeira vez à possibilidade de usar drones no futuro para entregar pequenos pacotes aos seus clientes.
Outros grandes grupos que também estudam essa possibilidade são a rede americana de lojas de departamento Wal-Mart, o grupo de internet Alphabet e o gigante chinês de e-commerce Alibaba.