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quinta-feira, 2 de março de 2017

Sem pousos forçados: projeto da DARPA ‘lança’ e captura drones em pleno ar



Ainda que esse tipo de equipamento seja usado para entretenimento alheio e em competições de velocidade, a verdade é que os drones são uma das armas mais temíveis de guerra na atualidade. Esses veículos aéreos não tripulados já participaram de inúmeras incursões militares na última década e se tornaram símbolo de missões sigilosas dos EUA no Oriente Médio. A importância deles é tão grande para os norte-americanos que a DARPA resolveu criar um aparelho que coleta esses “brinquedinhos” em pleno ar – e na mais completa segurança.
Não se trata de algum tipo de capricho do pessoal da agência de defesa do país do Donald Trump, mas sim de uma necessidade de controle e armazenamento dos drones em operações feitas em regiões mais longínquas. Isso porque, embora esses aparelhos ganhem cada vez mais funções – desde servir como centros de distribuição de internet a se agrupar como um enxame de abelhas –, pousá-los de forma remota é algo que tem se revelado um desafio bastante complicado.

Conceito do modelo final do SideArm
Assim, para evitar que alguns milhares de dólares desapareçam em um pouso forçado em território inimigo ou em um mergulho não planejado em alto-mar, a DARPA contratou a Aurora Flight Sciences para que eles desenvolvessem um mecanismo capaz de capturar os veículos com uma boa taxa de sucesso e ocupando o mínimo de espaço. O resultado? O projeto conhecido como SideArm: um sistema baseado na mesma tecnologia que ajuda os caças da força aérea dos EUA a pousar em porta-aviões.
Como é possível conferir no vídeo de demonstração abaixo, a ideia do equipamento é “laçar” o estabilizador vertical da cauda do drone para ajudar na sua desaceleração. Ao mesmo tempo, a ação faz com que o veículo seja direcionado com precisão para uma espécie de garra com rede posicionada alguns metros adiante. Essa “encaçapada” breca completamente a trajetória do dispositivo e o recolhe para o caminhão, o navio, o avião ou o helicóptero em que o SideArm estiver instalado.

Nesse clipe, a agência exibe ainda algumas animações que mostram como uma possível versão final do projeto deve ficar e como ele pode ser montado em uma infinidade de veículos militares. No final de tudo, não deixa de ser interessante ver que uma solução inspirada em técnicas relativamente antigas pode ser a resposta para um problema tão atual e tecnológico.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Departamento de Defesa dos EUA quer gamers testando drones de guerra

Um dos maiores problemas que as forças militares americanas (e provavelmente todas as outras) enfrentam são as ações em ambientes urbanos, onde as ruas estreitas e os prédios altos prejudicam a comunicação entre soldados e o comando, tanto verbal quanto visualmente. A solução para isso foi o uso de drones, dispositivos que já são há muito tempo usados com essa função.

Porém, a DARPA – sigla em inglês para Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa – acredita que quanto mais melhor: um “enxame” de drones podem ser os olhos adicionais cruciais em uma ação militar. Porém, controlar uma grande quantidade desses quadricópteros é um desafio grande para a DARPA, que pretende dominar a função através de um novo programa que terá suas estratégias testadas por ninguém menos que jogadores de video game.


O “jogo” de teste dos drones da DARPA consiste em uma disputa competitiva na qual os usuários vão explorar métodos diferentes e comunicar suas táticas e seus desempenhos para a agência. Durante o processo, os gamers devem interagir e trocar táticas para um experimento mais profundo. Isso vai criar uma comunidade complexa de jogadores testadores para que seus comportamentos coletivos revelem o melhor modo de controlar os drones.
O responsável pelo OFFSET, Timothy Chung, afirmou: “Com as tecnologias e táticas que serão desenvolvidas pelo programa, podemos prever a obtenção de uma compreensão mais profunda sobre como grandes quantidades de robôs cada vez mais autônomos, tanto de ar quanto terrestres, podem ser melhoradas para beneficiar soldados em ambientes urbanos”.
FONTE(S)
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