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terça-feira, 16 de agosto de 2016

Rio - A bala perdida que atingiu o centro de mídia do Complexo de Deodoro, na zona oeste do Rio de Janeiro, pode ter sido disparada por traficantes que tentaram abater drones e um balão de monitoramento que estavam sendo utilizados para monitorar comunidades próximas ao local, disse neste domingo o ministro da Defesa, Raul Jungmann.
Ele afirmou que essa é uma das linhas de investigação em curso para apurar o problema ocorrido no sábado, no momento em que o complexo recebia provas dos Jogos Olímpicos Rio 2016.
Rio: segundo ministro, o tiro que atingiu a tenda do centro de mídia foi disparado por um fuzil

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Jungmann disse que esteve no local junto com militares e revelou que o tiro que atingiu a tenda do centro de mídia foi disparado por um fuzil. O ministro descartou a possibilidade de o disparo ter sido feito do centro de tiro de Deodoro, que é uma instalação militar.
“Havia drones sobrevoando uma comunidade e um balão (de monitoramento) também. Uma das hipóteses é que alguém que se sentiu seguido, filmado e observado fez o disparo”, declarou ele a jornalistas nesse domingo.
“É possível que o tiro tenha partido (dali) e caiu naquele local. Não tem como o tiro ter partido do stand de tiro”, garantiu.
Apesar do caso da bala perdida, Jungmann destacou que o sistema de segurança dos Jogos vem funcionando “muitíssimo bem” e que o Brasil passou no teste de segurança até agora.
“Deus permita que continue assim até o fim”, disse. “Nem por isso relaxamos nas preocupações, enfrentando as questões ligadas ao terrorismo.” Segundo Jungmann, a presença de militares nas ruas do Rio de Janeiro durante a Olimpíada não só tem aumentado a sensação de segurança na cidade como já começa a trazer resultados práticos.
O ministro afirmou que houve uma redução nos índices de criminalidade no Rio de Janeiro, mas reconheceu ser impossível zerar casos como o que aconteceu no sábado com o ministro da Educação de Portugal, Tiago Brandão, que foi vítima de assalto nas proximidades da Lagoa Rodrigo de Freitas, na zona sul da capital.
“Numa cidade com milhões de pessoas como a do Rio de Janeiro, é praticamente impossível zerar ocorrências desagradáveis como essa", disse. "O Rio hoje é uma cidade muito mais segura e fatos e falhas como essa ocorrem.”

domingo, 8 de maio de 2016

Governo restringe uso de drones em mais de 300 cidades

Drones: aparelhos precisarão ser operados por pessoas com registro na Anac.


A Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República anunciou nesta semana uma medida que restringe o uso de drones nas 329 cidades pelas quais a Tocha Olímpica irá passar até chegar ao seu destino, o Rio de Janeiro.  
A restrição é válida até o dia 4 de agosto, um dia antes da abertura oficial dos Jogos Olímpicos no Brasil. A exceção à regra é quando o voo acontece dentro de áreas já estabelecidas previamente e for realizado por pessoas devidamente autorizadas pelos órgãos responsáveis pela regulação de drones no Brasil. 
A secretaria tem um guia com orientações para a fiscalização do uso de drones pelas forças policiais regionais. Lá, estão detalhados os documentos que o operador dessa aeronave não tripulada deve ter consigo.  
A medida é válida para os drones de uso não recreativo, como, por exemplo, aqueles que realizam filmagens para emissoras de TV. Um operador de drones precisa ter registro na Anac (Agência Nacional de Avião Civil), bem como no Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo). Fora isso, o aparelho precisa ter homologação na Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). 

Feira de drones 

Na semana que vem, acontece em São Paulo o encontro do setor chamado Droneshow. No evento, serão debatidos temas como uso comercial desses aparelhos e a regulamentação necessária para que isso seja possível. 
"A comunidade de drones entende que não é algo tão simples quanto imaginavam. Os profissionais têm que entender mais sobre o que precisam realizar", afirma Emerson Granemman, engenheiro cartógrafo e idealizador do Droneshow, ao traçar um paralelo sobre o cenário do mercado nos últimos 12 meses. 
"Temos numa ponta, os fabricantes brasileiros de drone e as startups. Será possível investir mais para conseguir escala no mercado nacional com uma regulamentação clara. Há até intenções de investimentos internacionais. Existem dezenas e dezenas de drones importados por empresas brasileiras também. Mas muitas marcas não entraram no Brasil pela falta de regulamentação", pondera Granemman, que disse que o Comitê Olímpico pressionou o governo federal para que o uso de drones fosse detalhado. 
O Droneshow começa na próxima terça-feira (10), em São Paulo, e vai até a quinta-feira da mesma semana. Ingressos podem ser adquiridos no site do evento. 
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